Pareceres do Ministério Público de Contas apontam série de irregularidades na gestão do Major Sidnei de Sapé
Pareceres do Ministério Público de Contas apontam série de irregularidades na gestão do Major Sidnei de Sapé
Documentos referentes aos exercícios de 2022 e 2024 apontam problemas em áreas como educação, saúde, previdência, pessoal, transparência e execução orçamentária
https://tramita.tce.pb.gov.br/tramita/download_temp/mUGcRa7CvPS32MMX/proc_02354_25_parecer.pdf
A gestão do município de Sapé é alvo de apontamentos relevantes em pareceres emitidos pelo Ministério Público de Contas do Estado da Paraíba (MPC-PB) referentes às prestações de contas dos exercícios de 2022 e 2024.
https://tramita.tce.pb.gov.br/tramita/download_temp/zFzphwr4Yq8ZA0ZY/proc_02815_23_parecer.pdf
Os documentos analisados apresentam uma série de irregularidades identificadas durante a fiscalização das contas municipais, envolvendo execução orçamentária, aplicação de recursos públicos, despesas com pessoal, previdência, educação, saúde, transparência e documentação de despesas.
Exercício de 2024
No processo referente às contas de 2024, sob responsabilidade do gestor Sidnei Paiva de Freitas, o parecer aponta, entre outros problemas, déficit na execução orçamentária de aproximadamente R$ 20,37 milhões.
Também foram registrados valores cuja disponibilidade financeira não teria sido devidamente comprovada, chegando a R$ 249.153,40, além de aproximadamente R$ 45,7 mil apontados como disponibilidade financeira não declarada.
Outro ponto destacado diz respeito às despesas com pessoal. O documento registra percentual de 80,07% para a entidade municipal e 77,81% para o Poder Executivo, além de despesas de pessoal que, segundo a análise, não teriam sido devidamente empenhadas ou comprovadas.
Na área previdenciária, o parecer aponta valores expressivos relacionados a contribuições patronais não pagas e não empenhadas, incluindo mais de R$ 18,6 milhões referentes ao RPPS no âmbito da Prefeitura.
Também foram identificados problemas relacionados à aplicação de recursos em áreas essenciais. O documento aponta aplicação de 22,18% em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, além de percentual inferior ao mínimo constitucional na área da saúde.
Denise Ribeiro aparece entre os responsáveis analisados
O parecer referente a 2024 também analisa a atuação de gestores de fundos municipais.
Denise Ribeiro da Silva, na condição de gestora do Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS), aparece no documento entre os responsáveis submetidos à análise.
Entre os apontamentos relacionados ao FMAS estão disponibilidade financeira não comprovada de R$ 21.312,60, disponibilidade não declarada de R$ 1.568,01, despesas de pessoal não empenhadas de R$ 175.018,23 e contribuições patronais ao RPPS apontadas como não pagas no valor de R$ 261.985,34, além de outros registros contábeis e de transparência.
Contas de 2022 também apresentam série de apontamentos
No processo referente ao exercício de 2022, o Ministério Público de Contas registrou 21 questões remanescentes envolvendo a gestão municipal após a análise das defesas apresentadas.
Entre os pontos destacados estão problemas de planejamento, divergências entre informações apresentadas e aquelas identificadas pela auditoria, ausência ou insuficiência de documentos, contratação temporária considerada excessiva, despesas relacionadas à coleta e transporte de resíduos sem comprovação considerada suficiente e questões envolvendo recursos da educação.
O parecer também aponta aplicação de apenas 23,71% em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, além de problemas relacionados ao FUNDEB, despesas acima dos recursos disponíveis e questões previdenciárias envolvendo RGPS e RPPS.
Na área da assistência social, o documento registra que Denise Ribeiro da Silva, então gestora do FMAS durante o exercício de 2022, teve apontamentos relacionados ao empenho e ao pagamento da contribuição patronal ao RPPS, ambos estimados em R$ 167.505,76.
Ministério Público de Contas propôs irregularidade das contas
Ao analisar o conjunto dos problemas apontados no processo de 2022, o Ministério Público de Contas considerou que as falhas apresentadas comprometiam a avaliação da gestão e propôs parecer contrário à aprovação das contas de governo, além do julgamento pela irregularidade das contas de gestão dos responsáveis indicados no processo.
O documento também propôs aplicação de multas e outras providências, incluindo representações aos órgãos competentes diante de indícios que, segundo o parecer, poderiam demandar apuração nas esferas correspondentes.
Importante
Os documentos utilizados nesta matéria são pareceres do Ministério Público de Contas emitidos nos processos analisados. As conclusões e proposições constantes dos pareceres devem ser diferenciadas de uma eventual decisão final do Tribunal de Contas ou de uma decisão judicial.
A análise dos documentos mostra que as prestações de contas de 2022 e 2024 foram marcadas por diversos apontamentos técnicos envolvendo a administração municipal de Sapé, cabendo aos órgãos competentes o julgamento e a adoção das medidas previstas na legislação.
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