O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, atingindo o maior número da série histórica e confirmando o quarto recorde consecutivo deste indicador.
O Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, atingindo o maior número da série histórica e confirmando o quarto recorde consecutivo deste indicador. Os dados constam no mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). [1, 2]
O avanço desse crime contra as mulheres ocorre em um cenário de forte contraste com a redução dos demais indicadores de criminalidade urbana e letal no país. [1, 2]
Dados Principais do Relatório
- Crescimento anual: Alta de 4% nos casos em comparação com o ano anterior.
- Taxa nacional: Média de 1,4 feminicídio para cada grupo de 100 mil mulheres.
- Média diária: Aproximadamente 4,3 mulheres mortas por dia por razões de gênero.
- Contraste na segurança: Enquanto os feminicídios subiram, o total de Mortes Violentas Intencionais (MVI) no Brasil caiu 8,2%, registrando o menor índice histórico de homicídios gerais. [1, 2]
Perfil das Vítimas e Dinâmica do Crime
- Raça: Mulheres negras representam 65,1% das vítimas assassinadas.
- Faixa etária: Concentração principal entre as idades de 25 e 44 anos (56,5% do total).
- Local do crime: A residência da própria vítima foi o cenário de 62,5% das mortes, evidenciando o perigo no ambiente doméstico.
- Identidade do agressor: Homens respondem por 96,4% das autorias identificadas, sendo 60,9% parceiros íntimos e 18,9% ex-parceiros das vítimas. [1]
Estados Mais Afetados
- Maiores taxas por habitante: Os índices mais severos proporcionalmente foram identificados nos estados do Amapá, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. [1]
- Maiores números absolutos: O estado de São Paulo lidera com 253 ou 270 registros, seguido diretamente por Minas Gerais com mais de 139 ocorrências. [1]
Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública alertam que a violência doméstica responde a dinâmicas estruturais como desigualdade de gênero e falhas crônicas na rede de fiscalização, visto que uma parcela expressiva das vítimas é morta mesmo possuindo medidas protetivas de urgência ativas. [1, 2]
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