Gleisi sobre CPMI do INSS: "Pode comprometer a investigação policial"
A ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann se manifestou nesta sexta-feira (16/5) sobre a posição do governo federal frente à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
(CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), iniciativa da oposição no Congresso Nacional.
Como mostrou o Metrópoles, a adesão de alguns senadores petistas à CPMI do INSS foi feita sem diálogo com o Palácio do Planalto, em um movimento visto como isolado e contrário à orientação do governo federal.
"Uma CPMI, no ambiente de exploração política em que está sendo proposta, pode comprometer o sucesso da investigação policial, que deve permanecer protegida de interferências externas e do vazamento de informações. Também pode atrasar o ressarcimento das vítimas, já que sua duração está prevista para seis meses, impactando nas medidas já em curso", esclareceu Gleisi.
O pronunciamento da petista foi publicado após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada, junto ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
A ministra ressaltou que CPIs são prerrogativas do poder Legislativo, "instrumento importante em governos que não investigam ou acobertam desvios e corrupção, como ocorreu no governo anterior em relação a Covid e ao roubo dos aposentados no INSS".
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